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Editorial

O Ministério da Defesa vem divulgando estudos de programas que visam racionalizar as atividades militares acabando com a duplicação de tarefas realizadas pelas forças singulares. Entre as muitas atividades relacionadas estão o treinamento de equipagens aéreas, a formação de uma escola comum para pilotos de helicópteros, a regulamentação da operação de VANTs e a escolha de vetores de defesa aéreas, todas estas de responsabilidade da Força Aérea. Trata-se de um esforço bem vindo que se levado a cabo com sucesso alçará a defesa brasileira para um novo patamar de eficiência e de coexistência entre as forças. Num mundo no qual os recursos bélicos cada vez mais se tornam disponíveis para grupos irregulares apoiados ou não por potências constituídas, a interoperabilidade e a maximização dos recursos e meios disponíveis para as forças de segurança nacionais cada vez mais se farão necessários. Num mundo em que guerra, terrorismo e criminalidade se confundem, esta interoperabilidade deverá também englobar órgãos de polícia e de defesa civil num grande aparato anti-crise. Paralelamente à racionalização dos meios e das instituições militares, o País deverá em breve sentir a necessidade de uma crescente coordenação (se não a unificação) das forças policiais visando uma atuação uniforme. Um exemplo interessante de um país no qual existe tal força e que funciona de forma exemplar é o Canadá, onde toda ação de polícia é realizada pela Rela Polícia Montada, a Royal Canadian Mounted Police (RCMP). Apesar de possuir um território ainda maior do que o brasileiro, os canadenses possuem uma agilidade policial sem igual no mundo uma vez que a inteligência, treinamento e disposição de suas forças policiais é unificada atuando sob um comando centralizado.
Os meios de comando, controle, comunicações, computadores e inteligência hoje em dia utilizam meios tecnológicos que permitem reduzir as cadeias de comando e os níveis hierárquicos resultando em forças mais enxutas, informadas e detentoras de crescente consciência situacional. Os profissionais que nortearam as ações do Ministério da Defesa demonstraram que estão “antenados” para esta nova realidade. A integração de todos os meios de defesa e segurança num sistema unificado é só questão de tempo.
Porque antes de enfrentar qualquer inimigo externo, ou almejar o reconhecimento como potência internacional, o Brasil tem pela frente a enorme, porém realizável tarefa de reverter o terrível quadro de criminalidade que há décadas vem aterrorizando milhões de brasileiros em todos os cantos do País.
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Índice
O Futuro Chegou!

Cara a Cara com o Hermes 450 da FAB
Por: Alfredo Salvatore Leta

A Revista Força Aérea enviou Alfredo Salvatore para a Base Aérea de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, para que conhecesse de perto o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Grupo Victor da Força Aérea Brasileira - responsável por introduzir na Força o VANT Hermes 450 da Elbit. Veja na matéria, algumas considerações do Caçador Salvatore sobre a operacionalização desta nova plataforma na FAB. Pág. 50
Soy loco por ti América!

O Super Tucano Defende o Continente
Por: José Leandro P. Casella

Principal produto do segmento Defesa da Embraer, o EMB-314 Super Tucano segue os passos do seu predecessor, o EMB-312 Tucano, como sucesso operacional e de vendas. Seis anos após ter as primeiras unidades entregues à Força Aérea Brasileira, o turboélice de ataque leve e treinamento avançado já acumula 169 aeronaves comercializadas, que, atualmente, estão em serviço em cinco Forças Aéreas latino-americanas, além de um operador particular norte-americano. Neste artigo o autor elabora uma radiografia sobre o atual estágio operacional do Super Tucano e suas perspectivas futuras. Pág. 26
Aprendendo a ganhar o Mundo

Formando Tripulações no 1º/1º GT
Por: Jackson Flores, Jr

Uma boa formação e um adequado treinamento são pré-requisitos fundamentais para que as tripulações de uma unidade aérea executem com precisão e segurança suas missões. A FAB, em particular o 1º/1º GT, dedica uma atenção especial a esses quesitos, pois sabe que eles são o esteio de um bom desempenho operacional. Pág. 36
Sea Gripen

Breve, num Porta-aviões Perto de Você?
Por: Luciano R. Melo Ribeiro

Neste artigo, o autor apresenta aos leitores os estudos de viabilidade e desenvolvimento do Sea Gripen, que engenheiros e desenhistas da SAAB desenvolveram nos últimos cinco anos, introduzindo ao projeto do Gripen NG a robustez necessária a uma aeronave que vai realizar pousos a bordo e ser catapultada de um porta-aviões. Conheça o Sea Gripen e as principais modificações propostas para a versão naval do caça sueco. Pág. 44
Três em Uma

Pilotos de Helicópteros Militares — Formação Única?
Por: Renato Otto

De forma a superar as restrições orçamentárias impostas às FFAA brasileiras e reforçar sua capacidade operacional, Marinha, Exército e Aeronáutica vêm discutindo soluções que passam obrigatoriamente pela racionalização de seus meios operativos e serviços de logística e de manutenção. Nessa linha de ação, estuda-se a concentração de esforços no segmento afeto à operação de aeronaves de asas rotativas, que tem apresentado resultados bastante positivos em experiências desse tipo mundo afora. Como as FFAA brasileiras se preparam para enfrentar este desafio? E quais seriam os primeiros passos nesse sentido? Pág. 60
Com Ferro, Fogo e Sangue!

A Batalha da Grã-Bretanha – 10 de Julho a 31 de Outubro de 1940
Por: Carlos Lorch

“Nunca antes no campo do conflito humano, tantos deveram tanto a tão poucos...”. Estas palavras, proferidas por Winston Spencer Churchill, em 20 de agosto de 1940, no calor da Batalha da Grã Bretanha, espelham o sentimento dos britânicos quanto à determinação e ao empenho dos pilotos da RAF em reverter o curso da batalha. Neste artigo, Carlos Lorch resgata em detalhes seus principais momentos possibilitando aos leitores da RFA uma perfeita compreensão do fato histórico. Pág. 68
Spyder

Um Conceito Inteligente para a Defesa Antiaérea
Por: Júlio César Caldas

No último número da Revista Força Aérea, o autor examinou a importância de atualizar o sistema de defesa antiaérea das Forças Armadas brasileiras. A partir deste número, ele começa a examinar os principais sistemas existentes no mundo. O primeiro é o Sistema Spyder da empresa israelense Rafael. Pág. 90
Paz em Campo

Garantindo a Segurança dos Grandes Eventos
Por: Luciano R. Melo Ribeiro

Como devem agir os governos de países-sede de eventos de grande porte, como Copa do Mundo e Olimpíadas, para assegurar que esses mega acontecimentos sejam realizados sem riscos à sociedade? Quais recursos e procedimentos devem ser implementados para que seus espectadores não se exponham a atos que atentem contra a segurança pública? Respondendo a essas perguntas, o autor faz algumas considerações sobre o tema e apresenta algumas das soluções técnicas hoje disponíveis. Pág. 98
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